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Havia algo além de um simples amistoso em campo. França e Colômbia entraram para jogar como quem já escuta, ao fundo, o eco de uma Copa do Mundo se aproximando. Mesmo com uma equipe alternativa, os franceses venceram por 3 a 1. Mas o placar, por si só, não conta toda a história.
D. Doué abriu o caminho aos 29 minutos do primeiro tempo e voltou a marcar aos 10 da etapa final, como quem confirma uma promessa. Marcus Thuram ampliou ainda antes do intervalo, aos 40. A Colômbia, resistente, encontrou seu gol com Jaminton Campaz aos 31 do segundo tempo. Um respiro tardio, mas significativo.
Era o último ensaio antes das convocações finais. A França fecha a Data Fifa com duas vitórias, incluindo um triunfo sobre o Brasil. A Colômbia, por outro lado, sai com duas derrotas, após também cair diante da Croácia. Resultados que dizem algo, mas não dizem tudo.
Como foi o jogo?
Desde o início, o jogo se impôs com intensidade. Não havia espaço para acomodação. A França, mesmo sem seus principais nomes, mostrou que seu sistema sobrevive às trocas. Zaïre-Emery arriscou de fora da área, dando o primeiro aviso. A Colômbia respondeu com Richard Ríos, em chute que passou perto como um prenúncio de que o confronto seria equilibrado.
Em uma transição rápida, quase silenciosa, a França encontrou o gol. Doué apareceu aos 29 minutos, rompendo o equilíbrio. A Colômbia tentou reagir, especialmente com James Rodríguez, mas havia algo mais sólido do outro lado. Antes do intervalo, Akliouche cruzou com precisão cirúrgica, e Thuram, no alto, ampliou aproveitando uma falha defensiva que custou caro.
O segundo tempo começou com a sensação de que o jogo ainda respirava. Muñoz teve a chance de recolocar a Colômbia na disputa após um passe de calcanhar de James um gesto técnico que pedia um final melhor. Não veio.
A França, então, acelerou.
Um erro defensivo de Cabal entregou a bola a Akliouche, que acionou Thuram. O cruzamento veio na medida, e Doué apareceu livre para marcar seu segundo gol: 3 a 0. Era o momento em que o jogo parecia decidido mas não encerrado.
Com as substituições, o ritmo caiu, como se o jogo precisasse de um breve silêncio. Foi nesse intervalo que a Colômbia encontrou seu gol. Córdoba fez o trabalho físico dentro da área, girou sob pressão, e a bola sobrou para Lerma. O passe encontrou Campaz, que finalizou com precisão.
O gol reacendeu algo.
A Colômbia avançou, pressionou, buscou mais. A França respondeu com juventude e velocidade. Mbappé quase marcou em um lance improvável, salvo em cima da linha por Machado. Já nos acréscimos, chegou a balançar as redes mas o impedimento interrompeu o grito.
No fim, ficou a sensação de um jogo que ultrapassou o rótulo de amistoso. Intenso, imperfeito, vivo. A Colômbia resistiu como pôde. A França, mesmo com reservas, exibiu uma engrenagem que parece funcionar independentemente das peças.
Talvez esse seja o ponto mais relevante: não foi apenas uma vitória. Foi um sinal, a França vem atrás da terceira estrela.






