- Mestalla vira palco de festa blaugrana Além da goleada por 5 a 0, Rodri estreou como titular, e Gabriel Jesus fez seu primeiro jogo com o Barcelona - 6 de setembro de 2026
- Raphinha e Lamine comandam goleada do Barcelona O brasileiro chega a cinco gols nas três primeiras rodadas e aparece como um dos grandes protagonistas deste início de campanha - 31 de agosto de 2026
- A transformação de uma promessa em peça estratégica no Barcelona Fermín Lopez, aos 23 anos, ampliou sua produção ofensiva, ganhou importância dentro da rotação e passou a desempenhar diferentes funções no sistema de Flick - 30 de agosto de 2026
A Espanha voltou ao topo do futebol mundial. Superior durante a maior parte da decisão, a seleção comandada por Luis de la Fuente venceu, na tarde deste domingo (19) a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos, e conquistou a Copa do Mundo.
O empate sem gols ao fim dos 90 minutos não contou toda a história da final. A Espanha foi quem tomou a iniciativa desde o começo, controlou a posse de bola, ocupou o campo de ataque e colocou a Argentina em uma postura mais defensiva durante boa parte da partida.
A equipe espanhola pressionava, buscava espaços e tentava transformar o domínio em gol. Do outro lado, a Argentina resistia e tinha em Emiliano Martínez uma das principais figuras da decisão, mantendo o placar aberto e levando a disputa para a prorrogação.
A Espanha seguiu insistindo até o fim do tempo regulamentar. A superioridade em campo, porém, ainda não havia sido traduzida no marcador.
Nos minutos finais do segundo tempo, a Argentina sofreu um golpe importante. Aos 92 minutos, Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a seleção argentina com um jogador a menos antes do início da prorrogação.
As emoções de uma prorrogação
A Espanha entrava no tempo extra com a vantagem numérica e a missão de transformar a pressão em título.
Logo no início da prorrogação, Nico Williams chegou a balançar as redes, mas o lance acabou anulado pela arbitragem. La Roja continuava no ataque e não desistiu= de buscar o gol que poderia definir a Copa do Mundo.
A esperança surgiu aos 106 minutos.
Leia mais:
-
Talento, tradição e o encontro de gerações marcam final entre Espanha e Argentina
-
Fé na Copa: jogadores e seleções chamam atenção por manifestações católicas

Pedro Porro levantou a bola para a área, Nico Williams desviou de cabeça e Ferran Torres apareceu para completar para as redes. O atacante espanhol marcou o gol mais importante da carreira e colocou a Espanha novamente no topo do futebol mundial.
O MetLife Stadium explodiu!! Os jogadores correram para abraçar Ferran Torres, enquanto Luis de la Fuente comemorava à beira do campo. Nas arquibancadas, uma geração que já havia feito história também acompanhava aquele momento especial. Xavi, Andrés Iniesta, Iker Casillas, David Villa e Carles Puyol, campeões do mundo em 2010, estavam presentes na decisão e viram de perto a Espanha escrever uma nova página de sua história.
Dezesseis anos depois do título na África do Sul, a seleção espanhola voltava a levantar a taça mais importante do futebol.
Ainda restavam minutos de sofrimento.
Mesmo com um jogador a menos, a Argentina tentou buscar o empate e manteve a pressão até o fim. Lionel Messi, em sua última Copa do Mundo, procurava encontrar espaços para mudar o destino da final, mas encontrou uma Espanha organizada e determinada a proteger a vantagem.
Quando o árbitro encerrou a partida, o gramado virou misto de emoções. Enquanto Lamine Yamal caiu de joelhos, Ferran Torres foi cercado pelos companheiros depois de se transformar no herói da final e Luis de la Fuente comemorou o maior título de sua trajetória como treinador.
Do outro lado, Messi encerrou, com lágrimas, sua história nas Copas do Mundo e com o reconhecimento de uma carreira que já está entre as maiores do futebol.
A conquista coroa uma campanha histórica da Espanha. Com um futebol baseado em posse, intensidade e controle das partidas, La Roja confirmou sua força e consolidou uma nova geração que agora também pertence à eternidade.
Se em 2010 Casillas, Xavi, Iniesta, Puyol e companhia colocaram a Espanha no mapa dos campeões mundiais, em 2026 Lamine Yamal, Pedri, Rodri, Nico Williams, Pau Cubarsí e Ferran Torres escreveram um novo capítulo.
A Copa do Mundo voltou para a Espanha e nas mãos de uma geração que transformou talento em história.






