Kleber Monteiro. Foto: PressFut
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Escritor Kleber Monteiro revela histórias sobre times extintos do Rio de Janeiro Autor é presença certa nas feiras da "Geral", de memorabília esportiva focada em futebol

Autor de livros como Andarahy Eterno e Sport Club Mangueira, Kleber Monteiro se apresenta para o público da PressFut como torcedor do Bonsucesso e do Fluminense. Apesar da paixão pelos dois times, o trabalho do escritor é focado, na verdade, em clubes extintos do Rio de Janeiro.

Além de produzir flâmulas de times do mundo inteiro, Kleber também comercializa camisas de times que sequer conhecemos. Para isso, ele faz uma viagem ao tempo para contar a história que foi se perdendo ao longo dos anos. Com uma camisa do Sírio Libanês Atlético Clube na mão, Kleber começa contando a história do time da Tijuca, que revelou Leônidas da Silva para o mundo do futebol.

“Muita gente não sabe, né? Muita gente fica até surpresa, mas aqui a gente tem a camisa desse clube aqui: o Sírio Libanês Atlético Clube. Era um clube da Tijuca, né? E esse clube aqui foi nada mais, do que o primeiro clube do Leônidas da Silva. O Leônidas da Silva tem cinco gols pelo Sírio Libanês. O cara já foi artilheiro de Copa do Mundo em 1938. E ele começou no Sírio Libanês. Depois que ele foi para o Bonsucesso, Flamengo, São Paulo e tomou o mundo. Mas tem muita história aqui nessas camisas aqui que eu retrato. – revelou Kleber.

Kleber folheando um livro na barraca de artigos esportivos. Foto: PressFut
Kleber folheando um livro na barraca de artigos esportivos. Foto: PressFut

E por falar no bairro da Tijuca, a repórter Caroline Fidelis chamou a atenção para uma flâmula e uma camisa destacadas no canto da barraca de itens comercializados por Kleber: eram do Haddock Lobo Futebol Clube.

“O Haddock Lobo Futebol Clube era assim como todos os clubes da época, formados por um grupo de rapazes da região. E o primeiro goleiro da Seleção Brasileira, o Marcos Carneiro de Mendonça, começou no Haddock Lobo com 15 anos. Depois que ele fez o nome dele literalmente no Fluminense. Até hoje ele é reconhecido como um jogadoraço.”

Primeiro goleiro da história da Seleção Brasileira e a origem do nome “torcedoras”

Ainda falando sobre o histórico goleiro Marcos Carneiro de Mendonça, o autor lembrou de um de seus livros, que retrata o tetracampeonato de 1906, 1907, 1908 e 1909 do Fluminense. Entre os assuntos, o livro aborda a origem de uma palavra que virou uma das principais do dinicionário do futebol.

“Inclusive, eu estava até falando aqui, que o Marcos Carneiro de Mendonça era um rapaz alto, um rapaz esbelto, um rapaz bonito. E as torcedoras do Fluminense, iam assistir jogos e começavam a ficar nervosas com o Fluminense sofrendo algum tipo de pressão. E elas ficavam literalmente torcendo o pano para enxugar o suor. E daí que vem a palavra “torcedoras”. – explicou Kleber.

Andarahy Eterno

 

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A entrevista aconteceu na Feira Geral, no Shopping Boulevard, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O que hoje é um shopping, há muito tempo foi o campo do America-RJ, da Portuguesa-RJ e do Andarahy Atlético Clube. E por falar em Andarahy, Kleber Monteiro dedicou ao clube, com HY mesmo, um dos principais livros lançados.

“O Andarahy Atlético Clube todo mundo conhece por causa da música do Dondon, né? Mas o Andarahy, ele não está limitado só ao Dondon, ele teve jogadores espetaculares. Tem, por exemplo, o Telê, que chamavam de “Telê, o Tijoleiro“, por causa da potência do chute dele. Naquela época a bola era de couro, né? Imagina o peso que não era.” – indagou.

“E muita gente não sabe, mas antes de ser campo do America, esse local aqui foi campo da Portuguesa, que era a Portuguesa do Centro antes de ser a Portuguesa da Ilha do Governador. Depois que ela foi pra Ilha. E aqui está meu trabalho sobre o Andarahy, onde eu cubro e faço a resenha de 700 jogos do Andarahy desde 1910 até 1938. Contando com jogo treino, jogo de torneio início, jogo do campeonato e enfim.”– finalizou Kleber Monteiro.

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