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Poucas equipes encerraram uma temporada tão dominante quanto o Barcelona feminino em 2025/26. Sob o comando de Pere Romeu, o clube conquistou a Liga F, a Supercopa da Espanha, a Copa da Rainha e a Women’s Champions League, reafirmando sua posição como a principal potência do futebol feminino europeu.
Apito final marcou o fim de um ciclo histórico
O Barcelona iniciou a temporada 2026/27 diante da maior reformulação de seu elenco nos últimos anos. As limitações impostas pelo fair play financeiro impediram a permanência de algumas das atletas mais importantes da história recente do clube, encerrando uma geração que transformou o Barça em referência mundial.

A despedida mais emblemática foi a de Alexia Putellas. Formada em La Masia e integrante do elenco desde 2012, a meia tornou-se muito mais do que uma jogadora. Capitã da equipe, líder técnica e emocional, Alexia participou da construção da era mais vitoriosa do time feminino espanhol. Mesmo após superar uma grave lesão no ligamento cruzado anterior que a afastou por quase uma temporada inteira, retornou ao mais alto nível e voltou a ser protagonista nas conquistas do clube. Bicampeã da Bola de Ouro e dona de inúmeros títulos com a camisa blaugrana, sua saída encerrou uma trajetória que ajudou a redefinir o patamar do futebol feminino na Espanha.
Outra baixa de enorme peso foi Mapi León. Desde sua chegada em 2017, a zagueira tornou-se uma das peças mais importantes do sistema defensivo do Barcelona. Reconhecida pela qualidade na saída de bola, liderança e capacidade de iniciar jogadas desde o campo de defesa, Mapi foi fundamental para consolidar o estilo de jogo que caracterizou a equipe durante os últimos anos. Sua regularidade e personalidade fizeram dela uma das melhores defensoras do futebol mundial.
Além delas, também deixaram o clube a lateral Ona Batlle, que retornou ao Barcelona em 2023 e rapidamente assumiu a titularidade pelo lado direito, e a atacante Salma Paralluelo, um dos principais nomes da nova geração do futebol espanhol. Com velocidade, intensidade e poder de decisão, Salma foi decisiva em diversas campanhas vitoriosas e se consolidou como uma das atacantes mais promissoras da Europa.
Ao todo, sete jogadoras deixaram o elenco principal, obrigando o Barcelona a acelerar um processo de renovação que parecia distante após mais uma temporada perfeita.
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Nova era

A resposta da diretoria veio com um investimento histórico. Para liderar esse novo ciclo, o clube acertou a contratação da atacante brasileira Kerolin, destaque da Seleção Brasileira, em uma negociação de 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 8,6 milhões). A transferência entrou para a história como a mais cara já realizada pelo Barcelona feminino, além de representar a maior venda da história do Manchester City no futebol feminino e a maior negociação envolvendo uma jogadora brasileira. A expectativa é que Kerolin assuma protagonismo imediato e seja uma das referências técnicas da equipe nesta nova fase.
Além da chegada da brasileira, o Barcelona confirmou a contratação da jovem zagueira holandesa Renee van Asten e manteve a aposta em La Masia, promovendo jovens talentos ao elenco principal e reincorporando atletas que retornaram de empréstimo. A estratégia preserva a filosofia que transformou o clube em uma potência: renovar sem abrir mão de sua identidade.
Mesmo com tantas despedidas, a equipe preserva nomes capazes de liderar essa reconstrução. Aitana Bonmatí, Patri Guijarro, Caroline Graham Hansen, Ewa Pajor, Clàudia Pina, Irene Paredes e Cata Coll seguem como pilares de um elenco que buscará manter o Barcelona entre os protagonistas do futebol feminino europeu.
O Barcelona vive o encerramento de uma era. A geração que conquistou a Europa, revolucionou o futebol feminino e transformou o clube em referência mundial deu lugar a um novo projeto. Agora, caberá às remanescentes e aos reforços, com Kerolin à frente desse movimento, escrever o próximo capítulo da história blaugrana.






