Baila Vini!
Crônicas, Futebol, Futebol de Seleções

Baila, Vini!

Aos que não estavam acreditando, está liberado crer.

Não escondam a fé. Não tenham vergonha da esperança. Testemunhem o orgulho que sentem de ser brasileiros e alegrem-se com a resposta encontrada na camisa 7.

Durante meses, repetiram a mesma pergunta

— Mas quem vai ser o protagonista?

— Só o Neymar pode ser o protagonista!

Pois bem.

— Toma aí o protagonista.

— Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior. Ele veste a camisa 7.

Em certos momentos, a bola parecia enxergar nos pés de Vini um lugar que já lhe pertencia. Procurava-o como quem procura uma antiga morada. Como quem reencontra um amor da juventude.

Como escrevi na crônica anterior, o acorde atende pelo nome de Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior.

Aqueles que procuravam o protagonismo na camisa 10 podem se frustrar. Porque foi na 7, a mesma de Garrincha e Jairzinho, que encontramos o acorde com lindo som.

Que dá o tom exato desta canção chamada Seleção Brasileira.

Há jogadores que entram em campo para participar do espetáculo. Vini entrou para conduzi-lo. E o show não apenas continuou.

Quando parecia que a orquestra procurava um novo maestro, Vinícius tomou para si a responsabilidade de impedir que a música parasse.

E assim fez.

Com a irreverência dos Capitães da Areia, com a ousadia dos pontas de antigamente e com a alegria que sempre foi a verdadeira língua do futebol brasileiro.

Se a Seleção voltou a soar harmoniosa, muito disso se deve ao rapaz que atende pelo nome de Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior. E que veste, com inteira justiça, a camisa 7.

Baila, Vini!

Porque enquanto houver samba nos teus pés, haverá esperança no coração do torcedor brasileiro.

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