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Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior. Aos que acreditavam existir algum atrito entre ele e a camisa da Seleção, a partida de ontem serviu como resposta. Se houve desavença, ela ficou para trás.
Vinícius olhou para a camisa 7 do Brasil e escolheu amá-la como ama uma certa camisa de um clube espanhol. E a camisa da Seleção, num gesto de afeto recíproco, fez-se leve sobre os ombros do garoto.
Das ruas de São Gonçalo para o maior torneio de futebol do planeta, Vini bailou. Bailou como quem ainda estivesse lá, em um bom domingo à tarde, sem medo do erro, sem medo do drible e sem medo da vaia.
Houve momentos em que a bola parecia procurá-lo. E quando o encontrava, acontecia aquilo que o futebol tem de mais especial: a alegria.
Talvez tenhamos finalmente encontrado o tom. Talvez tenhamos descoberto o acorde que faltava para que a melodia acontecesse. E esse acorde atende pelo nome de Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior.
Contra a Escócia, acredito que o nosso futebol volte a soar bonito outra vez. E, se assim for, não será apenas uma vitória. Será a confirmação de um velho romance entre um craque, uma camisa amarela.






