- Pesquisa aponta que 17% dos brasileiros deixam de pagar contas para acompanhar o time de coração Opinion Box detalha situação entre o dia a dia e o futebol - 29 de julho de 2026
- Futebol brasileiro, fiel por conveniência Derrota no Brasil custa caro; No futebol brasileiro, o herói tem prazo de validade - 6 de julho de 2026
- ¡Sí, se puede! Enquanto a bola continuar redonda, o futebol vai continuar imprevisível O que os jogos nos ensinam, é que o futebol detesta a soberba e a previsibilidade - 30 de junho de 2026
Uruguai x Cabo Verde
Os loucos apaixonados por este esporte sabem que o futebol é para quem acredita. Para quem tem vontade. Para quem não desperdiça as oportunidades que o jogo oferece.
É para aqueles que lutam contra o que parece condenado. Para aqueles que não se curvam diante do improvável. Para aqueles que enxergam no impossível apenas uma questão de opinião.
E a opinião de Cabo Verde era simples, não era impossível enfrentar mais uma campeã do mundo.
E enfrentou.
Lutou.
Correu.
Marcou.
E, por alguns instantes gloriosos, esteve à frente no placar.
Enquanto muitos enxergavam uma vítima, Cabo Verde enxergava uma oportunidade. Enquanto os pessimistas contavam os minutos para a derrota, os Tubarões Azuis contavam os metros até o sonho.
Foi com unidade, com trabalho e com coragem que Cabo Verde permaneceu vivo na partida. Porque o progresso das pequenas nações não nasce dos milagres. Nasce da obstinação.
A Celeste Olímpica, acostumada a navegar mares mais tranquilos, talvez não tenha sido avisada de que nadar entre tubarões pode ser perigoso.
Egito x Nova Zelândia
Aqueles que assistiram à partida testemunharam o despertar de Mohamed Salah em Copas do Mundo. Um faraó que governa com os pés. Sob a bênção de Rá, fez do campo o seu reino.
Dizia um, de maneira branda
— Salah é uma pica.
Ao que outro respondia, eufórico, como quem finalmente libertasse um grito aprisionado há anos
— MO SALAH!
— THE EGYPTIAN KING!
E era mesmo.
Salah liderou seus soldados contra a Nova Zelândia como um monarca conduzindo seu exército através do deserto. Impôs sua superioridade com a naturalidade dos escolhidos. Aos incrédulos, parecia evidente que a bênção de
Rá repousava sobre seus pés.
Cada toque seu carregava uma intenção. Cada arrancada parecia uma ordem real. E a bola, obediente como um súdito exemplar, cumpria todos os seus decretos.
A Nova Zelândia resistiu o quanto pôde, mas com toda a pompa de sua glória soberana, o Soberano levou seus vassalos à vitória de maneira plena e majestosa. E, por noventa minutos, o Egito não foi apenas uma seleção. Foi um império. E Mohamed Salah, seu faraó. Futebol!






