Gustavo Dutra, médico do Botafogo convocado para a Seleção Brasileira. Foto: Arquivo pessoal
Futebol

Estudos mostram que o número de lesões são iguais ou menores no gramado sintético, aponta médico do Botafogo Gustavo Dutra conversou com a equipe da PressFut antes de apresentar os dados científicos

Em palestra no Rio Fut Summit, o médico do Botafogo, Gustavo Dutra, apresentou estudos científicos que revelam que os gramados sintéticos geram menos lesões do que o gramado natural. Antes da palestra, o doutor conversou com a PressFut para resumir o tema que tem gerado tanto debate no mundo do futebol.

Entre a discussão, pautas como: se a grama artificial aumenta a chance de lesão, quais fatores geram lesão, e quais as prevenções médicas.

“Vou apresentar os dados dos estudos científicos. Eu não vou entrar no mérito se vale a pena ou se não vale utilizar o gramado sintético. Não cabe a mim. Muito menos pelo lado comercial do negócio. Muitos utilizam o gramado sintético para outros fins e é uma realidade. O Allianz (estádio do Palmeiras), o Athletico Paranaense, o Botafogo, Chapecoense, o Pacaembu também. – afirmou Gustavo Dutra.

Gustavo focou nas diferenças entre as gerações dos gramados e o que realmente prejudica ou não prejudica os atletas.

“Não tem nada que contraindique a utilização dos gramados artificiais modernos. É padrão FIFA. E que eles não aumentam o número de lesão. Os estudos mostram que o número de lesões são iguais ou inferiores. Então também a gente não diz que é inferior. A gente diz que é igual e que o patamar de jogo é o mesmo. Agora, quando você compara, é importante comparar quantas mil horas jogadas, quantas mil horas treinadas… Pra você deixar um número relativo, e não absoluto. – comentou.

Com convocações para a Seleção Brasileira, Gustavo Dutra fez um panorama geral sobre os gramados da Série A do futebol brasileiro.

“Na Série A, quase um terço dos campos são de gramado sintético. Claro que você vai ter mais jogos no gramado natural, então a gente tem que padronizar isso até para depois ter um dado mais específico. Então como se padroniza? Cada cem horas jogadas? Mil horas? Um milhão de horas jogadas? A gente precisa padronizar isso para aí sim mostrar um trabalho em que os clubes façam, com a CBF, para poder mostrar se é nocivo ou não. Hoje eu posso garantir que não é. Que não prejudica. E que não piora ou agrava o número de lesões. – finalizou Dutra.

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