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Às vésperas do confronto entre Gana e Inglaterra, o sacerdote ganês Nana Kwaku fez uma promessa que arrancou risos de alguns e preocupação de outros.
— Estou trabalhando em Harry Kane. Será apenas o suficiente para impedi-lo de jogar bem contra o meu país. Farei o meu trabalho para ajudar Gana.
Verdade ou não, algo de estranho pairou sobre o gramado.
O rei inglês desceu ao campo de batalha como sempre faz. Buscou jogo, lutou, correu e tentou conduzir seus homens à vitória. Mas havia uma força invisível escondendo toda a artilharia britânica.
Espiritual ou não, a Inglaterra parecia lutar contra algo que não podia enxergar.
E Gana resistia.
Resistia como já resistira outrora aos impérios que cruzaram os mares para alcançar suas terras. Resistia como quem compreende que algumas batalhas são vencidas não pela força, mas pela perseverança.
Os ingleses atacavam. Os ganeses repeliam.
Os ingleses insistiam. Os ganeses suportavam.
E a cada minuto que passava, a maldição do sacerdote deixava de parecer uma piada para assumir a forma de uma hipótese.
Se outrora foi colônia britânica, Gana mostrou que aprendeu a arte da resistência.
No campo, não havia ouro, nem fortalezas, nem navios.
Havia apenas uma bola.
E, por noventa minutos, os ganeses fizeram dela sua última linha de defesa contra o Império.






