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O Barcelona venceu o Sevilla por 3 a 1 neste sábado (19), no Ramón Sánchez-Pizjuán, pela sétima rodada da LaLiga. Youssouf Fofana abriu o placar para os donos da casa aos 19 minutos, mas Raphinha comandou a virada com gols aos 22, 52 e 69. O hat-trick garantiu a sétima vitória consecutiva da equipe de Hansi Flick no Campeonato Espanhol e também expôs, mais uma vez, como o treinador alemão mudou a maneira de utilizar o brasileiro.
A principal diferença está no posicionamento. Raphinha continua partindo dos lados em vários momentos, mas deixou de atuar preso ao corredor. Com Flick, passou a ocupar com maior frequência as zonas centrais do campo e, principalmente, os espaços próximos à área.
Essa mudança aumentou sua participação nas jogadas de conclusão. Antes utilizado prioritariamente como ponta, o brasileiro passou a aparecer com maior frequência como um dos jogadores mais adiantados da equipe, alternando movimentos com os demais atacantes e atacando os espaços deixados pela defesa adversária.
Contra o Sevilla, essa característica ficou evidente. Raphinha não precisou receber constantemente aberto para construir as jogadas. Sua influência apareceu justamente nas zonas de definição, onde encontrou os espaços necessários para marcar três vezes.
O primeiro gol veio poucos minutos depois de o Sevilla abrir o placar. A resposta rápida evitou que a equipe da casa crescesse na partida e recolocou o Barcelona em condições de controlar o jogo. No segundo tempo, com o Barça ocupando melhor o campo ofensivo, Raphinha voltou a aparecer dentro da área e marcou de cabeça para virar o placar.
A partir da vantagem, o cenário ficou ainda mais favorável ao modelo de jogo proposto por Flick. O Sevilla precisou adiantar suas linhas, deixou mais espaços e permitiu ao Barcelona acelerar as transições ofensivas. Foi nesse contexto que Raphinha marcou o terceiro e confirmou o hat-trick.
Além da proximidade com o gol, Flick também aproveitou outras características do brasileiro. Raphinha é um dos jogadores mais ativos na pressão sem a bola e participa diretamente da tentativa de recuperação ainda no campo ofensivo. Essa intensidade ajuda a explicar por que o treinador passou a utilizá-lo também em posições mais centrais.
A mudança não representa exatamente uma transformação completa de suas características. Raphinha já tinha tendência a buscar o meio e atacar a área mesmo quando atuava aberto. O trabalho de Flick foi aumentar a frequência dessas ações e organizar o sistema para que o brasileiro recebesse mais vezes em zonas nas quais consegue ser decisivo.
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A evolução de Raphinha
Os números reforçam essa evolução. Depois de marcar 10 gols em cada uma de suas duas primeiras temporadas pelo Barcelona, Raphinha chegou a 34 gols em 2024/25, primeiro ano completo com Flick no comando. Na atual temporada, o início mantém o mesmo padrão de crescimento ofensivo.
Com os três gols diante do Sevilla, o brasileiro chegou a 12 gols em sete rodadas da LaLiga e 14 em oito partidas na temporada. Foi ainda o segundo hat-trick consecutivo no campeonato, depois de também marcar três vezes na goleada por 7 a 2 sobre o Racing Santander.
A sequência ajuda a mostrar como seu papel dentro da equipe mudou. Raphinha continua sendo importante pela velocidade, pela movimentação e pela capacidade de pressionar, mas passou a ter uma responsabilidade maior na finalização das jogadas.
Em vez de atuar apenas como um jogador responsável por criar a partir da ponta, tornou-se também um dos principais destinos das ações ofensivas do Barcelona.
A partida em Sevilha foi um exemplo claro dessa mudança. Raphinha marcou com o pé direito, de cabeça e com o pé esquerdo, completando um hat-trick perfeito e mostrando variedade nas formas de atacar a área.
Além dos três gols, o jogo reforçou uma tendência que vem desde a chegada de Hansi Flick. O treinador não retirou de Raphinha as características que o levaram ao Barcelona. Reorganizou seu posicionamento para aproximá-lo das zonas onde consegue produzir mais.
Contra o Sevilla, o resultado dessa escolha apareceu novamente no placar.






