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O Barcelona de Hansi Flick vive uma sequência em que os resultados começam a dizer sobre a forma como a equipe joga. Nesta quarta-feira (16), o time catalão goleou o Racing Santander por 7 a 2, no Camp Nou, chegou à sexta vitória em seis partidas da LaLiga e mantém os 100% de aproveitamento.
O placar chama a atenção, mas o mais relevante foi a facilidade com que o Barcelona voltou a transformar volume ofensivo em gols.
O time começou como costuma fazer quando encontra espaço: acelerando cedo. João Cancelo abriu o placar ainda nos primeiros minutos, em finalização de fora da área, e a partir dali o jogo passou a ser disputado no ritmo que mais interessava aos catalães.
Os visitantes responderam. Maguette Gueye diminuiu ainda no primeiro tempo e mostrou que a defesa blaugrana também poderia ser atacada. O problema para o Racing foi conseguir repetir esse tipo de lance enquanto tentavam conter o ataque do Barcelona.
E foi neste cenário que Raphinha voltou a aparecer. O brasileiro marcou três vezes, duas delas em cobranças de pênalti, e terminou como o principal nome da partida. Além dos gols, chamou a atenção a forma como participou do jogo: apareceu por dentro, atacou o espaço, acelerou transições e chegou à área com frequência.
Contra o Racing, essa movimentação terminou em hat-trick.
O Barça não precisa de um único caminho
O Barcelona tem conseguido atacar de maneiras diferentes. Quando o adversário fecha o centro, o time usa melhor os lados. Quando as linhas sobem, aparecem espaços nas costas. E, quando consegue instalar o jogo no campo ofensivo, há jogadores suficientes perto da área para manter a pressão.
Contra o Racing, essa variedade ficou clara.
Cancelo ofereceu profundidade e capacidade de finalização. Dani Olmo ajudou a ligar o meio ao ataque. Karim Adeyemi deu velocidade. Raphinha circulou por diferentes zonas. Lamine Yamal, mesmo depois de desperdiçar uma cobrança de pênalti, continuou procurando o jogo até marcar no fim. Gabriel Jesus, vindo do banco, também deixou o dele.
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Defesa merece atenção
Sofrer dois gols em casa diante de um recém-promovido é um dado que chama atenção, mesmo em uma vitória por 7 a 2. O Racing aproveitou momentos de desconcentração, e um dos gols nasceu de um erro de Szczesny.
Na prática, isso pouco alterou a partida. O Barcelona já tinha controle suficiente para que os gols sofridos não colocassem o resultado em risco.
Contra adversários mais fortes, porém, o custo pode ser diferente. A questão para Flick não parece estar em encontrar maneiras de fazer o time produzir. Isso já acontece em grande volume. O desafio é manter a mesma agressividade sem permitir tantos espaços quando perde a bola ou reduz a intensidade.
Um ataque mortal e 32 gols marcados
Os números deste início de LaLiga são interessantes. Depois de seis rodadas, o Barcelona soma 18 pontos e 32 gols marcados. A média passa de cinco gols por partida.
Ainda é setembro, e a temporada está apenas começando. Haverá jogos mais difíceis e adversários com capacidade maior para explorar os problemas que o Racing mostrou em alguns momentos.
Mas o Barcelona já apresenta uma característica: o time encontra diferentes formas de chegar ao gol e, quando consegue acelerar, costuma transformar pouco espaço em muita coisa.
Contra o Racing Santander, foi assim durante boa parte da partida. O placar terminou em 7 a 2. E poderia ter sido maior.







