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Campeão do Mundo com a Seleção Brasileira em 1994 e em 2002, o ex-jogador Cafu aprovou a Copa do Mundo com 48 seleções a partir de 2026. Embaixador global da Fifa, o brasileiro falou sobre o torneio que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá. Em entrevista, Cafu declarou que acredita que o novo formato da competição permite mais visibilidade e oportunidades.
O que a FIFA pode esperar com 48 equipes em uma Copa do Mundo?
“São mais jogos, mais diversão, mais países engajados na Copa do Mundo, a possibilidade de visibilidade de países que, de repente, nunca tinham oportunidade de disputar uma Copa do Mundo, como o Haiti, Curaçao, Paquistão, enfim, seleções que talvez, se fossem 32 seleções, não teriam oportunidade de disputar uma Copa do Mundo. Por isso que se chama Copa do Mundo, dando oportunidade a todas as seleções do mundo.”
O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, que conta ainda com Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia da seleção canarinho será contra o Marrocos, no dia 13 de junho, em Nova Jersey.

Para Cafu, a Copa do Mundo de Clubes com 32 times, aprovada com sucesso, foi um tiragosto do que vai acontecer na Copa do Mundo de 2026 com 48 seleções.
“Eu achei fantástico, achei uma ideia maravilhosa, mas para mim não é surpresa ver os clubes brasileiros tendo tanto impacto no futebol europeu. Talvez a surpresa seja para os europeus, que desacreditavam da capacidade dos clubes e do futebol brasileiro. Para a torcida foi maravilhoso, um exemplo do que vai acontecer na Copa do Mundo. Eu acho que esse torneio da FIFA com 32 times é mais ou menos um tiragosto do que vai acontecer na Copa do Mundo com 48 seleções.”
Copa do Mundo Feminina Brasil 2027
Além da Copa do Mundo de clubes e de seleções masculinas, Cafu também celebrou a possibilidade do Brasil sediar a Copa do Mundo Feminina em 2027.
“Nós vamos ter a oportunidade de ter a Copa do Mundo feminina no nosso país, jogando no Brasil. Um país onde o futebol feminino vem crescendo a cada ano que passa, onde nós revelamos craques para o mundo inteiro. Eu acho que estava na hora, sim, de o Brasil sediar um torneio tão importante como esse, fazer com que essas meninas tenham mais visibilidade ainda. Para o Brasil isso é importantíssimo, para o futebol feminino isso é importantíssimo, e as pessoas vão ver que o Brasil mais uma vez está preparado para receber o mundo inteiro através da Copa do Mundo feminino em 2027.”
Como o futebol pode ajudar a combater a desigualdade social no mundo?
Criador da Fundação Cafu, o ex-jogador de 55 anos finalizou a entrevista falando sobre como o futebol é uma das maiores ferramentas de inclusão social do mundo.
“O futebol é uma ferramenta para isso. O futebol é uma das maiores ferramentas de inclusão social que existe no mundo. Através do futebol nós tiramos as crianças das ruas, nós eliminamos a fome, nós ajudamos a desenvolver a desigualdade no mundo. O futebol tem essa ferramenta, mas nós temos que usar mais essa ferramenta. Nós não temos que ficar só falando da boca para fora, o futebol ajuda não, tem que ser coisa fixa. Vem fazendo coisa firme, como eu venho fazendo, como eu fiz na Fundação Cafu, como eu fiz em Olho D’água das Flores, como eu fiz em Amatanta, como eu fiz em Moçambique. Eu acho que nós temos que parar um pouco de falar e ter atitudes. Atitudes, aí você ir lá no problema para ajudar o problema.”
“E o futebol te traz isso, porque o futebol, essa bola de futebol é impressionante. Ela te abre portas no mundo inteiro. O futebol para a guerra, o futebol é socialização, o futebol é cultura, o futebol é educação. O futebol é onde as crianças se olham e se guardam de igual para igual. Então eu acho que temos que começar a priorizar e temos que começar a fazer, parar um pouco de falar e ter atitude para fazer e mudar um pouco o nosso país. E o futebol é essa ferramenta de inclusão que pode fazer. Eu até mudaria essa questão, falaria em termos de oportunidade. O futebol te dá oportunidade para isso.”






