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A derrota por 2 a 1 para o Vasco, na tarde de sábado (12), fez a torcida do Grêmio voltar a pedir Renato Gaúcho. O nome do ex-treinador apareceu durante os protestos contra Luís Castro, pressionado após mais um resultado ruim no Campeonato Brasileiro.
Renato deixou o Tricolor Gaúcho em dezembro de 2024. Desde então, o clube passou por outros trabalhos no comando técnico, mas o ídolo gremista continua sendo uma referência para parte da torcida, principalmente, quando a equipe entra em uma sequência negativa em competições.
Da zona do rebaixamento à classificação para Libertadores

O ano era 2010, o Grêmio estava na zona do rebaixamento do Brasileirão. Após demissão de Silas, Renato Gaúcho teve a missão de salvar o time gaúcho do rebaixamento. A reação foi imediata, garantindo a quarta posião e garantindo vaga na Libertadores de 2011.
Com a derrota do Gauchão para o maior rival nas penalidades e a eliminação para Universidad Católica nas oitavas da Libertadores, o Grêmio anunciou a demissão de Renato Gaúcho em junho de 2011.
Conforme o GE, foram 65 jogos, com 33 vitórias, 16 empates e 16 derrotas.
Vice-campeão no Brasileirão
Em 2013, Renato voltou ao Grêmio. O time terminou o campeonato na segunda posição, atrás do Cruzeiro. No fim da temporada, a saída foi confirmada.
Foram 39 partidas com 17 vitórias, 12 empates e dez derrotas.
O começo de um ciclo vitorioso
A terceira passagem começou em setembro de 2016. Renato substituiu Roger Machado e assumiu um time que ainda sonhava em quebrar um jejum de 15 anos sem títulos nacionais.

O resultado veio meses depois quando o Grêmio conquistou a Copa do Brasil ao vencer o Atlético Mineiro por 3 a 1 no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, com dois gols de Pedro Rocha e um de Luan. No jogo de volta, um empate em 1 a 1 para confirmar o título.
No ano seguinte, o clube foi campeão da Libertadores e Renato passou a integrar um grupo restrito de profissionais que conquistaram o torneio pelo mesmo clube como jogador e treinador. E em seu caso, pelo Grêmio.
As conquistas continuaram. Em 2018, vieram os títulos na Recopa Sul-Americana e o Gauchão. Já em 2019, além de conquistar novamente o Estadual, Renato também ergueu a taça na Recopa Gaúcha. O ciclo de títulos terminou em 2020, quando, mais uma vez, levou o Campeonato Gaúcho.
A terceira passagem de Portaluppi pelo Grêmio terminou em abril de 2021, após a eliminação do time na fase preliminar da Libertadores. Ao todo, Renato disputou 307 partidas e obteve 162 vitórias, 82 empates e 63 derrotas.
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Rebaixamento e redenção
Setembro de 2022, Série B do Campeonato Brasileiro. O nome de Renato Gaúcho mais uma vez surgiu nos bastidores. O retorno do ídolo foi confirmado e a principal missão era confirmar o acesso à elite do futebol nacional.
A estreia aconteceu justamente contra o Vasco, na Arena do Grêmio. Os mandantes venceram a partida por 2 a 1.
O Tricolor Gaúcho garantiu o retorno e, em 2023, Renato conduziu o time ao segundo lugar do Brasileirão, em uma temporada marcada pela presença de Luis Suárez. Também conquistou o Gauchão e a Recopa Gaúcha.
Já em 2024, além do Estadual, a temporada foi marcada por dificuldades. O Grêmio passou boa parte do Brasileirão sob pressão e precisou, novamente, lutar contra o rebaixamento. Em dezembro, o adeus! Foram 141 jogos, com 70 vitórias, 31 empates e 40 derrotas.
Da idolatria às críticas
Como treinador do Grêmio, Renato conquistou dez títulos: Copa do Brasil (2016); Libertadores da América (2017); Recopa Sul-Americana (2018); Gauchão (2018, 2019, 2020, 2023 e 2024) e Recopa Gaúcha (2019 e 2023).
Apesar das taças erguidas ao longo dos anos, Renato ainda conviveu com a desconfiança. Em sua última passagem, em 2024, Renato disputou 61 jogos, onde venceu 27, empatou 14 e perdeu 20.
Com o desempenho defensivo sendo criticado, o treinador ainda protagonizou discussões públicas com jornalistas e recebeu cobrança da torcida.

A história de amor com a torcida gremista ficou conturbada e, após uma derrota para o Cruzeiro, em Caxias do Sul/RS, torcedores atiraram pipocas contra o treinador e jogadores. Nos jogo disputados em Porto Alegre, o protesto veio em forma de vaias.
Apesar disso, o nome do gaúcho de Guaporé sempre volta a ser destaque nos momentos conturbados. Mas porque o seu nome sempre volta aos bastidores? A resposta está nas memórias e nos resultados.
Renato Gaúcho já encontrou o Grêmio ameaçado pelo rebaixamento e terminou na zona de classificação à Libertadores. Em 2016, chegou durante a temporada e conquistou a Copa do Brasil. No ano seguinte, ganhou o tricampeonato na Libertadores. Já em 2022, encontrou o time na Série B e participou da campanha de acesso.
Situações diferentes, mas que possuem o mesmo histórico: nos momentos de pressão, Renato entregou resultados. A última passagem terminou desgastada, e o desempenho de 2024 não sustenta a ideia de que uma eventual volta seria garantia de recuperação.
Existe apenas a pressão da torcida e o nome de quem, mesmo quase dois anos após deixar o cargo, continua sendo lembrado quando o Grêmio atravessa uma crise. E existe uma frase dita pelo eterno camisa 7 que deixa essa história de amor viva, afinal “O Grêmio não me chama, o Grêmio me convoca“.






