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Destaque nesse início de campeonato brasileiro, o Athletico Paranaense de António Oliveira é comandado na verdade, por Paulo Autuori. Pelo menos é o que diz a súmula dos jogos.
Embora esteja sempre comandando os jogos à beira do gramado, António Oliveira, técnico do Athletico Paranaense, consta na verdade, como auxiliar técnico de Paulo Autuori. Isso porque, o treinador é formado na Licença A da UEFA, que não é aceita pelas confederações sul-americanas. Nem pela CBF, nem pela Conmebol. Ou seja, António não pode assinar as súmulas dos jogos como técnico da equipe.
Dessa forma, o Athletico acaba fazendo uma gambiarra para ter o português como treinador. Até mesmo em entrevistas coletivas da Sul-Americana, é Paulo Autuori quem responde as perguntas. Caso queira tornar-se o treinador oficial do time, António Oliveira precisa se formar na Licença Pro da UEFA, ou em alguma sul-americana. Seja da CBF ou da AFA por exemplo. Mas enquanto não tem, o técnico está liberado pela CBF para participar oficialmente como técnico de torneios estaduais ou das categorias de base.
Caso isolado?

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Na verdade, esse problema não é algo raro e nem exclusivo do Brasil. Em Portugal, país do treinador, o Sporting sofreu diversos processos ao ser acusado de fraude por quem gere a liga portuguesa. O que intriga nesses processos, é que a própria organização do campeonato já sabia da ideia do Sporting em contar com Rúben Amorim como treinador. Mesmo assim, processou o clube após inscrevê-lo. Contudo, o clube conseguiu manter o técnico no cargo de “auxiliar” e venceram o campeonato.
Essas situações colocam em dúvida o sentido da regra. Se por um lado é proibido a efetivação de um técnico sem a licença máxima nas competições nacionais e internacionais, por que motivo deixam os clubes “burlarem” a regra? O caso do Sporting é o mais explícito, onde a confederação portuguesa sabia desde o início e depois processou a equipe. Ou seja, dessa forma, a regra parece apenas uma burocracia sem importância para o esporte.
A licença de António Oliveira

Voltando ao técnico do Athletico Paranaense, António Oliveira iria realizar o curso para conseguir a licença Pro da UEFA em 2020. Entretanto, com a chegada da pandemia da Covid-19, o treinador acabou não realizando o curso. Já esse ano, vivenciando pela primeira vez o calendário do futebol brasileiro, António está sem tempo para fazer o curso.
Para piorar, António “não pode” tirar a licença da CBF, pois tanto a UEFA, como a Conmebol, não permitem que se comece uma licença em uma confederação e termine em outra. Mas caso queira fazer isso, o treinador teria que começar do zero, passando por todos os processos da CBF Academy e se formar nas três licenças: B, A e Pro.
Todavia, também vale destacar que a atual licença do treinador (UEFA A), também não lhe dá o direito de dirigir equipes das elites europeias. Nem mesmo em Portugal. Portanto, não é uma exclusividade do nosso futebol.






