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A Carta
“Ei, mano!
Mais uma convocação, mais uma Copa, o grande sonho. No mesmo lugar onde vi o Brasil ganhar uma Copa do Mundo pela primeira vez, com nosso ídolo e referência no gol. Um filme passa pela minha cabeça, assistindo com papai e mamãe e a Copa de 98 na casa da tia Ni, quando Taffarel defendeu os dois pênaltis e o Brasil venceu a Holanda, e papai enfiou o rosto no bolo de laranja, classificação para mais uma final.
E depois, a Copa de 2002, onde levantávamos de madrugada para torcer pelo Brasil, comendo biscoitos, bolos e cereais. Testemunhamos juntos o Brasil vencer pela quinta vez. E então fomos para a rua, em frente ao portão da casa da nossa avó ou na garagem para repetir os lances dos jogadores e heróis do Brasil. Assim como sempre fazíamos quando morávamos no Mundo Novo, brincando no campinho, no campo de terra batida ou na sala de estar, onde papai defendia o gol debaixo do sofá, e nos divertíamos tentando marcar um gol contra ele, nosso Taffarel e grande herói. No nosso quarto, pulando na cama, onde tudo era minúsculo, mas nossa imaginação e nossos sonhos eram enormes. Talvez até impossíveis. Ou será que eram? Nada é impossível para quem acredita.
Vai lá, craque! Viva o nosso sonho, aproveite, lidere. Tudo o que você passou te preparou para este momento. E saiba que eu sempre estarei com você, mesmo que seja só assistindo ao seu jogo a milhares de quilômetros de distância, comendo uns docinhos. Com amor, seu irmão, Muriel Gustavo Becker. Um pequeno lembrete: a camisa está aí para te lembrar que você está vivendo o nosso maior sonho. Nada é impossível.” – Muriel.

Resposta
Esta é especial. É especial ter este lembrete. Muito obrigado por este lembrete de que nós não representamos apenas nossos próprios sonhos ou ambições pessoais em nossas carreiras, ou nosso desejo de fazer história para nossa nação, o que já é uma enorme responsabilidade por si só. Também carregamos os sonhos da nossa família, meus filhos e minha esposa, e daqueles mencionados aqui: meu irmão, meus afilhados, minha cunhada, meu falecido pai, minha mãe. E de todos os brasileiros também. Acho que carregamos os sonhos de todos. Então, isso é algo que me dá ainda mais motivação na busca pela vitória, e para que um dia uma camisa como esta seja lembrada e faça parte da história também.






