SAF do Botafogo. 23 de Fevereiro de 2022, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/Botafogo.
Futebol, Futebol Nacional

SAF do Botafogo explica estratégia de se aproximar do clube social Clube tenta afastar a Eagle Bidco da SAF; advogados entendem que houve negligência por parte da Bidco

O pedido de suspensão dos direitos políticos da Eagle Bidco pela SAF do Botafogo foi uma estratégia para evitar que a Bidco assumisse o controle da SAF. De acordo com os advogados da SAF Botafogo, o clube entende que, caso a Eagle assumisse a admnistração da SAF, poderia ter autonomia para assinar uma espécie de documento pra “se livrar” dos valores que o Botafogo diz ter direito a receber do Lyon.

A SAF do Botafogo argumenta que, por conta do caixa único que tinha na holding, enviou cerca de 50 milhões de euros (cerca de 292 milhões de reais) ao Lyon. Mas quando a Bidco tomou o controle do Lyon, ficou com esse dinheiro que estava na conta do clube francês. Agora os times disputam a situação na Justiça Brasileira.

Por isso, os advogados querem afastar a Eagle Bidco da SAF. Eles entendem que a Bidco sempre soube da situação financeira de todos os clubes da holding, mas só focaram no Lyon, negligenciando o Botafogo por exemplo. O que seria conflito de interesses na visão da SAF do Botafogo. Inclusive, a SAF alega que a Bidco só quer recuperar o Lyon, que possui um saldo melhor, e a melhor moeda. A intenção, seria deixar o Botafogo e o Molembeek se asfixiarem de propósito.

A SAF pediu uma reunião com o conselho do clube social também, para explicar que a Eagle pode buscar um novo investidor, mas ele começaria do zero, sem o dinheiro que tem a receber do Lyon. O clube social, outrora inclinado para o lado da Ares, agora, segundo os advogados, está fechado com o Textor e com a SAF Botafogo.

Dessa forma, John Textor volta a ter expectativa de aportar os 128,5 milhões de reais, aumentando a participação societária dele, e deminuindo a participação da Eagle Bidco. Todavia, nas outras tentativas, o clube social deu a entender que negaria o aporte até mesmo por ser uma decisão que passaria por cima da Justiça do Rio. Essa aproximação, acontece a partir do ex-presidente Durcesio Mello, que foi mantido como diretor interino da SAF pela Justiça do Rio, nesta terça-feira (28).

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