A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que intimou o atacante do Vasco, David Corrêa, conhecido como DVD, a comparecer à 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), nesta sexta-feira (30), para apresentar o passaporte. Além de entregar o documento, David foi informado sobre as medidas cautelares determinadas pela Justiça do Espírito Santo.
David precisava comparecer na delegacia por volta das 8h, mas não apareceu. Quem levou o passaporte do jogador, foi o advogado. No local, o delegado Alexandre Neto Cardoso informou ao representante que o atleta, além da restrição de contato com outros investigados e testemunhas, terá a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça. O jogador também será advertido de que o descumprimento injustificado das medidas poderá resultar na decretação de sua prisão preventiva, mediante decisão judicial.
Entre os investigados, está Ruan de Freitas Camargo Cruz, amigo de infância de DVD, que responde por uma tentativa de homicídio, em 2024. Durante a investigação, a polícia encontrou conversas de Ruan com David e com outro jogador de futebol, Hayner William Monjardim Cordeiro, atualmente no Vila Nova, de Goiás. Entretanto, David negou envolvimento com tráfico de drogas e armas.
A ação ocorre em apoio ao Centro de Inteligência e Análise Telemática (CIAT) da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), responsável, em conjunto com outras unidades especializadas, pelas investigações da Operação “A Tropa”, que apura crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro, incluindo suspeitas de conexões com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Em cumprimento à determinação judicial, o jogador foi intimado a comparecer à 14ª DP – Leblon nesta sexta-feira (30/10), às 8h, para apresentar seu passaporte, caso possua, e formalizar a ciência das demais medidas cautelares impostas.
A participação da 14ª DP integra a cooperação entre as Polícias Civis dos dois estados no enfrentamento ao crime organizado. A unidade policial do Leblon também conduz investigações próprias voltadas à repressão das atividades da facção Comando Vermelho no Rio de Janeiro, reforçando o intercâmbio de informações e a atuação integrada contra organizações criminosas com ramificações interestaduais.
As providências adotadas serão comunicadas à Justiça e à Polícia Civil do Espírito Santo, responsáveis pelo acompanhamento das medidas judiciais.





