- Projeto hexa: como e quanto os brasileiros devem investir para assistir a Copa do Mundo 2030 nos estádios Próximo Mundial será disputado entre os dias 8 de junho e 21 de julho, com jogos em países da América do Sul, Europa e África - 29 de agosto de 2026
- Tiquinho Soares promete mandar Pix para quem der assistência para gols do camisa 9 Atacante foi apresentado oficialmente no Estádio Nilton Santos, nesta quinta-feira (27) - 27 de agosto de 2026
- Raphinha faz história no Barcelona e amplia legado de capitães brasileiros na LALIGA Atacante é o único brasileiro a assumir o posto de primeiro capitão do clube catalão, em uma história que também passa por nomes como Marcelo, Marcos Senna e Vinicius Jr. - 27 de agosto de 2026
Depois de uma Copa do Mundo marcada por gastos elevados para os torcedores brasileiros, o próximo Mundial já exige planejamento financeiro de quem pretende acompanhar a competição de perto. Na edição de 2026, realizada nos Canadá, Estados Unidos e México, os custos para assistir aos jogos chegaram a custar R$ 21,5 mil em um cenário econômico, e R$ 43,5 mil em um perfil intermediário. O orçamento considerava despesas como passagens aéreas, que chegaram a R$ 8 mil, cerveja por cerca de R$ 81 e lanches que custavam até R$ 95.
Com a Copa de 2030 distribuída entre Espanha, Portugal, Marrocos e jogos comemorativos do centenário no Uruguai, Argentina e Paraguai, especialistas apontam que os próximos quatro anos representam uma janela importante para que os torcedores construam uma reserva financeira e reduzam o impacto do custo da viagem.
Para Gabriella Bridi, educadora financeira da Franq, plataforma que permite a bancários atuarem de forma autônoma, a escolha do destino dentro do próprio torneio também deve fazer parte da estratégia de quem deseja controlar o orçamento.
— O torcedor que pretende investir mais na experiência poderá priorizar os jogos realizados na Espanha, em Portugal ou no Marrocos. Já quem quer viver o clima da Copa gastando menos pode considerar as partidas comemorativas do centenário na América do Sul, em países como Uruguai, Argentina e Paraguai. Planejar o roteiro desde cedo ajuda a equilibrar o sonho com a realidade financeira — afirma.
Segundo a especialista, quatro anos representam um período suficiente para transformar pequenos aportes mensais em uma reserva relevante, aproveitando o efeito dos juros compostos.
— Quanto antes o planejamento começar, maior será o tempo para o dinheiro trabalhar a favor do torcedor. Em vez de depender de um esforço financeiro próximo da viagem, o ideal é criar uma estratégia de longo prazo, permitindo que os rendimentos também contribuam para alcançar o objetivo — explica.
A Copa do Mundo de 2030 será realizada entre os dias 8 de junho e 21 de julho. Os jogos inaugurais e comemorativos ocorrerão na Argentina, no Paraguai e no Uruguai nos dias 8 e 9 de junho. A cerimônia oficial de abertura e o restante da competição serão realizadas na Espanha, Marrocos e Portugal.
Como fazer o planejamento financeiro

O primeiro passo para realizar o sonho de ver as partidas no estádio, de acordo com Gabriella, é estimar quanto custaria a viagem se ela fosse realizada hoje, considerando passagens, hospedagem, alimentação e o tempo de permanência desejado. A partir dessa base, recomenda-se projetar um reajuste anual entre 5% e 6%, levando em conta as expectativas de inflação e de câmbio para os próximos anos.
— Não basta olhar apenas os preços atuais. É importante considerar que tanto a inflação quanto a valorização de moedas estrangeiras podem tornar a viagem mais cara até 2030. Atualizar essas projeções ao longo do tempo permite que o planejamento permaneça realista e evita surpresas quando chegar o momento da compra — destaca.
Além de definir uma meta clara, a educadora financeira recomenda criar uma reserva exclusiva para a viagem e manter a disciplina nos aportes mensais. Para quem pretende viajar para a Europa, outra estratégia é destinar parte dos recursos para uma moeda forte, como o euro, reduzindo a exposição às oscilações cambiais.
Um exemplo prático mostra o potencial do planejamento antecipado: um torcedor que começar a investir R$ 500 por mês a partir de julho de 2026 poderá acumular aproximadamente R$ 27 mil até julho de 2030, em um cenário conservador.
— O comportamento faz tanta diferença quanto a escolha do investimento. Aportes mensais costumam ser mais fáceis de manter do que grandes depósitos esporádicos. Quando a reserva tem um objetivo bem definido, como a Copa do Mundo, as chances de o dinheiro ser utilizado para outros projetos também diminuem. Revisar esse planejamento uma vez por ano é suficiente para ajustar os valores e manter a viagem dentro da meta — finaliza.






