- Na Inglaterra, Bernardo Ricci compara o scout brasileiro com o Europeu Ex-Fluminense, profissional assumiu o scout do Everton da Inglaterra, com foco nas Américas - 11 de agosto de 2026
- Dia dos Pais: influenciador Matheus Costa fala sobre como herdou a paixão do pai pelo Botafogo Sucesso na internet, a dupla Matheus e Seu Zé conta com mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais - 9 de agosto de 2026
- Exclusivo: Marcelo Paz fala sobre os desafios da gestão no Corinthians Pressão da torcida e necessidade de resultados imediatos foram alguns temas tratados na entrevista. Confira! - 8 de agosto de 2026
Após bater um papo com Alessandro Brito, novo Head Scout do Crystal Palace, a PressFut conversou com Bernardo Ricci, Scout Sênior do Everton na América. Revelado na área de scout pelo Fluminense, em 2014, Bernardo falou sobre a evolução da profissão no Brasil, e as diferenças entre o nosso país e a Europa.
Quando começou a trabalhar com o scout, em 2014, o Fluminense contava com apenas um profissional responsável pela análise de dados e desempenho. Era ano de Copa do Mundo no Brasil, mas o futebol brasileiro ainda não estava tão profissionalizado. Seis anos depois, em 2020, o número aumentou para três pessoas. Ainda muito abaixo do ideal, segundo os profissionais.
“É, quando a gente iniciou lá em 2014, a equipe era montada por apenas uma pessoa, né? E a partir do momento, desses primeiros seis meses que eu cheguei no clube, fui inserido também pra dentro do departamento. E depois de seis anos, em 2020, chegou uma nova pessoa pra trabalhar com a gente. Então ficamos nós três ali. Mas eu acredito que o futuro do departamento é um departamento que tenha mais estrutura, com mais pessoas, porque os jogos estão sendo transmitidos no mundo inteiro. A gente consegue ver jogos do mundo inteiro, então se a gente tem menos gente, a gente tem menos olhos. E consequentemente a gente está deixando dinheiro na mesa, jogador passando e a gente não vendo. Então eu acho que a estrutura do departamento de pessoas tem que ser um pouquinho maior, parte do sistema para você conseguir integrar todas as informações do sistema, todo mundo ficar alinhado sobre tudo que está passando no departamento. Se eu estou vendo um jogo, o outro scout está vendo outro jogo, a gente tem que saber o que está acontecendo, todo mundo tem que ter os relatórios disponíveis para a gente saber quais são os jogadores que estão sendo destacados e não ficar uma informação meio perdida, que é uma parte do sistema muito importante. Eu acho que o futuro é esse, o mercado está super aquecido e o futuro é cada vez mais os departamentos estruturados, tanto de pessoas quanto de software, de assinaturas, de licenças, de plataformas e tudo.” – alertou Bernardo Ricci.

Leia mais:
Após sair do Fluminense, Bernardo passou pela Ferroviária e depois assumiu o Everton, da Inglaterra. Disputando a principal liga do mundo, o profissional comparou o scouting do Brasil com o da Europa, após vivenciar os dois mundos.
“Eu acho que sim (o scouting brasileiro está equiparado ao da Europa). Eu acho que lá tem um pouquinho mais organização no sentido de processos, porque lá as equipes são um pouquinho maiores. As equipes de lá obrigatoriamente tem que olhar o mundo inteiro, então obrigatoriamente tem que ter mais pessoas para conseguir olhar o mundo inteiro. As daqui ainda tem menos braços, menos pessoas trabalhando, então naturalmente consegue ver mais a região própria do país que você está, do clube que você está e alguns países a mais dentro do continente. Mas em relação à qualidade dos profissionais, eu acredito que é o mesmo nível, a gente não fica atrás de nada em relação aos europeus nesse departamento.” – finalizou Bernardo.
Ver essa foto no Instagram






